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Fábio Caramuru

Fábio Caramuru foi o último aluno brasileiro de Magda Tagliaferro, em Paris, com bolsa do governo francês, na década de 1980. Ganhou diversos prêmios no Brasil, destacando-se o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1991. Apresenta-se regularmente no Brasil, Estados Unidos, Ásia e Europa, em recitais solo e com orquestra. É mestre pela ECAUSP.

Em 2007, participou de diversos eventos comemorativos aos 80 Anos do nascimento de Tom Jobim, tendo sido solista da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo – OSUSP, na Sala São Paulo, e da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, no Theatro São Pedro.

É fundador e sócio da empresa Echo Promoções Artísticas. Como curador e produtor cultural vem organizando projetos em instituições como Fundação Magda Tagliaferro, Espaço Cultural Correios, Orquestra Sinfônica da USP, Caixa Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil etc. Em unidades do CCBB, realizou os projetos “Divas” (2006), “Líricas & Populares” (2007) “Pocket Trilhas” (2008), e em unidades da Caixa Cultural, “Concertos Magda Tagliaferro” (2011), “Nas trilhas da Atlântida” (2013), “Tom Jobim, 20 anos de saudade” (2014), “Virtuoses do piano brasileiro” (2015), e “Concertos Afro-Brasileiros”, em parceria com a Professora Ligia F. Ferreira (2016).

Na música erudita, destacam-se: sua participação na gravação da obra “Das Lied von der Erde” de Gustav Mahler, em versão camerística de Arnold Schoenberg (Editora Algol); a realização do ciclo “Dichterliebe” opus 48 de Schumann, com o tenor Fernando Portari, na Sala São Paulo; recitais com repertório franco-brasileiro ao lado da cantora Magda Painno em São Paulo, na FMUSP, no SESC e em Belo Horizonte, no Palácio das Artes; solista da OSUSP no Concerto para dois pianos e orquestra de Poulenc, na Sala São Paulo, registrado pela TV Cultura; solista do Concerto para Piano e Instrumentos de Sopro de Stravinsky, com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob regência de Ligia Amadio; solista do Concerto para piano de Ravel, com a Orquestra Sinfônica de Londrina, sob regência de Elena Herrera.

Após dedicar-se por muitos anos ao repertório tradicional e brasileiro, sobretudo a arranjos e gravações da música de Tom Jobim, Caramuru passou a desenvolver também, desde o ano de 2003, um trabalho autoral diferenciado, com o lançamento do CD Moods Reflections Moods. Entre 2004 e 2012, trabalhou com o contrabaixista Pedro Baldanza, intensificando e aprimorando seu trabalho autoral. O CD do Duo Caramuru-Baldanza, Bossa in the Shadows, produzido por Heiner Stadler, do selo Labor Records, de Nova York, é uma coletânea de composições e improvisações originais.

Nos últimos anos, Caramuru teve em sua agenda uma série de recitais como solista no Centro Cultural São Paulo; criação e execução de trilha sonora inédita para a III Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, na Cinemateca Brasileira; Concerto com a Orquestra Jazz Sinfônica, como solista e arranjador de temas de música para cinema dos compositores Richard Rodgers e Nino Rota, no Auditório Ibirapuera; recital de música brasileira na Universidade de Toronto; début em Nova York, em show de piano solo no prestigiado Zinc Bar.

Em 2011 e 2012 teve em sua agenda dois concertos dentro do Europalia International Arts Festival, como solista da Brussels Phillharmonic Orchestra em Bruxelas e em Leuven, um dos concertos foi gravado em vídeo e está disponível no Youtube, além de shows de Jazz em importantes casas da Europa, como o Jazz Club Moods em Zurich, apresentações como solista da Orquestra do Theatro São Pedro, em São Paulo e sua participação no Festival Internacional de Jazz de Havana, Cuba. Em 2013, apresentou-se na Bélgica (Club Reserva de Gent) e em São Paulo (Memorial da América Latina).

Desde 2013, vem se dedicando ao projeto autoral “EcoMúsica”, baseado na interação entre música e sons da natureza brasileira em seus diversos ecossistemas, bem como ao projeto “Brasil em Dois Pianos”, com o pianista e arranjador Marco Bernardo, com quem realizou o projeto “Brasil em Dois Pianos – Turnê Nacional”(Correios), além de concertos na Sala São Paulo e na série Instrumental SESC Brasil.

Em 2015, foi curador da primeira edição do projeto “Virtuoses do Piano Brasileiro” na Caixa Cultural São Paulo, além do lançamento de uma nova etapa de seu instigante projeto EcoMúsica, o CD autoral Conversas de um piano com a fauna brasileira.

Em 2016, destacaram-se o lançamento do videoclipe Cigarra, o concerto Radamés encontra Jobim, na Sala São Paulo, a curadoria do projeto Concertos Afro-Brasileiros, na Caixa Cultural São Paulo e a realização de dois “Concertos EcoMúsica” no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por ocasião dos 208 anos da instituição. Em setembro, ocorreu o lançamento do CD EcoMúsica | Conversas de um piano com a fauna brasileira, pelo conceituado selo japonês Flau –  flau.jp –  com distribuição para Ásia, Europa e América do Norte. O sucesso tem sido tão grande que o selo Flau agendou uma série de concertos para divulgar o disco em diversas cidades do Japão, entre abril e maio de 2017.

Outros eventos previstos para 2017 são o concerto Tom Jobim 90 Anos, em 19 de março, na Sala São Paulo e o Concerto EcoMúsica, em 8 de abril, no Auditório Ibirapuera.

 

Discografia

  1. Tom Jobim Piano Solo – 14 faixas (1997 – MC 003)
  2. Especiarias do Piano Paulista – 25 obras de Inah Sandoval e Camargo Guarnieri (1999 – ECHO 199)
  3. Dó Ré Mi Fon Fon – 27 Cantigas Brasileiras – CD infantil educativo do pianista Fábio Caramuru criado em parceria com a artista multimídia Beth Bento. Lançado em 2002, o trabalho traz arranjos inéditos de Fábio Caramuru para piano de 27 cantigas brasileiras, tais como “Sapo Jururu”, “Samba Lelê”, “A Barata”, “O Cravo brigou com a Rosa”, entre outros. Beth Bento idealizou o “sound design” com sons da natureza, de animais, vozes e ruídos, bem como os 27 ícones relativos às cantigas, materializados em um jogo da memória.
  4. Moods Reflections Moods (2004 – ECHO 204) – Primeiro CD autoral do pianista Fábio Caramuru, lançado em 2004 pela Echo. Nesse CD com 10 faixas, Fábio Caramuru rompe com a tradição da interpretação erudita, voltando-se para um trabalho de livre improvisação. A gravação foi feita em uma única sessão em um piano Steinway, modelo D-Concerto, alcançando um alto nível técnico. O CD marca o início do aprofundamento do estilo pessoal do pianista, lançando-o como compositor. O desdobramento desse estilo pessoal de Caramuru pode ser ouvido no CD Bossa in the Shadows, gravado em duo com o contrabaixista Pedro Baldanza, e lançado em 2007 nos EUA.
  5. Canções de Richard Rodgers, com a cantora Magda Painno (2004 – ECHO 104)
  6. Piano: Tom Jobim por Fábio Caramuru – álbum duplo com 28 faixas (2007 – MCD 344)
  7. Bossa in the Shadows – autoral com o baixista Pedro Baldanza – 18 faixas (2007 – LAB 7083)
  8. Gustav Mahler – arr. Schoenberg – Das Lied von der Erde – participação como pianista no conjunto instrumental (Algol 2009)
  9. EcoMúsica | Conversas de um piano com a fauna brasileira – 14 faixas (Echo115)
  10. EcoMúsica | Dialogues between a piano and the Brazilian fauna – 14 faixas (Flau Japan 60)

Referências

Marco Bernardo

Natural de São Paulo, capital, nasceu em uma família de talentosos músicos pelo ramo paterno, que muito o influenciaram: seu tio Ciccillo (Francisco Bernardo) foi violinista-spalla das orquestras Sinfônica Brasileira (OSB) e da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, além de músico requisitado em importantes gravações nas décadas de 40 a 60. Já seu tio Arthur Bernardo foi violonista, vocalista, compositor e um dos fundadores do célebre conjunto vocal-instrumental Demônios da Garoa.

Estudou piano com os professores Rosa Lourdes Civile Melitto, Lourdes França, Gilberto Tinetti e Lina Pires de Campos. É diplomado em Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Ao lado de uma intensa atividade como regente de corais, arranjador, maestro preparador e pianista acompanhador dos principais cantores eruditos e populares brasileiros, lapidado por cerca de duas décadas nas “Vesperais Líricas” do Teatro Municipal de São Paulo, diretor musical em CDs produzidos pelo Digital Studio e lançados em importantes selos como Paradoxx Music e Abril Music, e uma passagem ao longo de 1999 pelo grupo musical Demônios da Garoa, como vocalista e tecladista, que culminou na gravação do CD “Mais Demônios Que Nunca”, lançado em selo Trama em maio do ano seguinte, dedica especial atenção ao Choro, linguagem musical de sua predileção, elaborando arranjos para diversas formações instrumentais, tendo idealizado e apresentado em 1992 o programa “Contando o Choro”, da Rádio Cultura AM, e sendo premiado em 1993 com uma Bolsa Vitae de Artes para realizar um levantamento da vida e obra de 12 importantes músicos brasileiros ligados a esse gênero musical, que veio a originar a publicação e o lançamento, pela editora Irmãos Vitale, dos livros “Nabor Pires Camargo, Uma Biografia Musical” (2003) e “Waldir Azevedo, Um Cavaquinho na História” (2005).

Sua expressiva discografia destaca os seguintes títulos: “Homenagem a Canhotinho”, lançado em agosto de 2000 em selo Digital, composto de transcrições próprias para piano solo da obra do cavaquinista Roberto Barbosa ‘Canhotinho’ simultaneamente publicadas em álbum de partituras editado pela Irmãos Vitale; “Encores”, lançado em março de 2002 em selo Ouver Records, seu primeiro trabalho para piano solo erudito com repertório situado entre o barroco alemão e o impressionismo francês; “O Cancionista”, lançado em 2007 pela Circuito Musical, trazendo sua faceta de cantor popular e acompanhando-se ao piano na interpretação da grande canção brasileira e internacional; “Radamés Gnattali: Integral dos Choros para Piano Solo”, CD duplo lançado em julho de 2012 pela CPC-UMES, trabalho de relevância que vem recebendo menções elogiosas da crítica especializada.

Discografia

  1. Homenagem a Canhotinho (2000 – Digital)
  2. Encores (2002 – Ouver)
  3. O Cancionista (2007 – Circuito Musical)
  4. Radamés Gnattali: Integral dos Choros para Piano Solo (2012 – CPC-UMES)

Referências